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Wave Festival

27 A 29 DE MAIO DE 2019 | GRAND HYATT, RIO DE JANEIRO - RJ

Tempero brasileiro

Líderes do mercado nacional estarão à frente de seis júris do evento, que reunirá 70 profissionais da América Latina e Estados Unidos

Teresa Levin
29 de abril de 2019 - 20h08

Com a meta de apontar os melhores trabalhos desenvolvidos pela indústria da comunicação da América Latina e do mercado hispânico dos Estados Unidos, o Wave Festival, evento organizado pelo Grupo Meio & Mensagem, reunirá 70 jurados nos dias 27 a 29 de maio, no Grand Hyatt, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Neste grupo, 40 profissionais são estrangeiros e 30 atuam no mercado brasileiro, sendo que seis deles irão presidir júris: Eduardo Lima, sócio e diretor executivo de criação da W+K (Film); Daniela Cachich, vice-presidente de marketing da PepsiCo (Brand Experience & Activation); Domênico Massareto, CCO da Publicis (Digital); Rafael Donato, vice-presidente de criação da David (Social Change); Alessandra Sadock, diretora de criação da Artplan (Industry Craft); e Saulo Rodrigues, vice-presidente e diretor executivo de criação da R/GA (Design). Com isso, completa-se o time de 18 presidentes de júris do Wave 2019.

O festival acontecerá, mais uma vez, menos de um mês antes do Cannes Lions, pretendendo ser uma prévia e privilegiar cases que poderão chegar à Riviera Francesa com o reconhecimento de representarem o melhor da América Latina e do mercado hispânico dos Estados Unidos. “Espero encontrar um júri multicultural, pois há diferenças entre os países da região e será muito rico discuti-las”, observa Daniela Cachich. Para ela, a área de Brand Experience & Activation deve prestigiar ações que combinem criatividade e efetividade. “Gosto muito do poder criativo de branded content, brand experience, mas também acredito que não é só sobre ser criativo, mas como ser criativo com efetividade. Como conseguir fazer algo que forme cultura e mude a sociedade, que seja de fato relevante para promover uma transformação do ponto de vista de experiência e conteúdo”, pontua.

Confiança e liberdade
A condução da área de Industry Craft será a primeira experiência de Alessandra Sadock à frente de um júri internacional. No ano passado, ela integrou este mesmo júri no Cannes Lions, experiência que classifica como enriquecedora, pela diversidade e riqueza de conversas com pessoas do mundo inteiro. “Pretendo estabelecer um ambiente de confiança e liberdade de discussão para exposição de pontos de vista diferentes. Em épocas de radicalismo, nada como exercitar o poder da conversa e troca de experiências”, afirma. Alessandra diz que, na categoria Industry Craft, “ao mesmo tempo que a ideia é tudo, é só o começo”. “Chegar na melhor ideia é apenas metade do caminho. Depois disso, temos uma longa jornada de pesquisa de referências, experimentação de linguagem e estudos para chegar no melhor e mais proprietário craft possível para representar aquela ideia”, frisa. Ela alerta que, em sua visão, uma ideia maravilhosa não resiste a um péssimo craft. “Pretendo conversar sobre isso com os jurados e usar o que aprendi com Yang Yeo (chief creative officer da Hakuhodo), que presidiu o júri em Cannes no ano passado de forma fantástica. Ele definiu maravilhosamente: o craft é o que coloca a ideia em outro nível. Assim fica mais fácil perceber o que devemos premiar”, relata.

Domênico Massareto observa que as áreas digitais são onde as maiores inovações da comunicação aconteceram nos últimos anos. “Entretanto, muito do investimento de hoje em digital e mobile é dirigido para ações de performance, onde a criatividade perde protagonismo em relação à eficiência”, alerta. Sendo assim, ele pretende dar o seguinte direcionamento aos jurados: que encontrem as melhores práticas de comunicação que unam criatividade, execução impecável e excelência em experiência do consumidor. “Essas são as características de um trabalho digital de qualidade com potencial para impactar negócios”, frisa.

Outro alerta vem de Rafael Donato, para quem o júri precisa barrar marcas que pegam carona em causas sociais só para ganhar prêmios. “Espero que o júri reconheça dentre as ideias as que mais fazem sentido para as marcas e comprovem uma mudança tangível na sociedade. Temos de diferenciar ações pontuais e ideias que realmente ajudam na construção de marca ou de negócios”, diz. Para ele, quando se trata de uma mudança social, é fundamental que uma campanha ou ação tenha longevidade e não se limite somente à temporada de prêmios. Coragem e inovação são os critérios mais importantes para o presidente do júri de Social Change. “Quanto maior o cliente, maior a coragem necessária para inovar, e, portanto, maior chance de vencer. E inovação, seja no formato ou na abordagem, é fundamental para que o trabalho se destaque”, pontua. Rafael diz ainda que, no fundo, o trabalho vencedor deve simbolizar o propósito dessa categoria: uma crença irrefutável de que a propaganda pode melhorar o mundo.

Pureza da ideia
À frente do júri de Film, Eduardo Lima considera a categoria a mais charmosa do festival, mesmo com todas as inovações que surgiram ao longo dos últimos anos. Apesar da chuva de informações que recebemos diariamente, ele diz ser impossível conhecer tudo que estará concorrendo no Wave Festival. “Isso é positivo, é bom ser surpreendido”, diz.

Ele espera que o júri seja justo com os melhores trabalhos e que vote na pureza da ideia. “Que todos os jurados se dispam das camisas de suas próprias agências e que, ao final, tenhamos um rolo que nos orgulhe, que seja inspirador”, reforça, acrescentando que o seu objetivo é o de “construir”. “Destruir é fácil. Não estaremos lá para levantarmos teses chatas sobre os trabalhos, mas para premiar o que nos encanta”, sustenta.

Para que um trabalho seja premiado nesta categoria, ele aponta que o principal é a ideia. “Tem de ser novo, ir por um caminho que não foi percorrido ainda”, diz. Por outro lado, acredita que a simplicidade do pensamento também conta. “E tem de despertar algum tipo de emoção. Se não desperta nada, não merece ser premiado. Filme bom salta, você sente algo diferente quando se depara com um”, acredita. Por fim, alerta que, mesmo não sendo esta a categoria de craft em Film, isso também deve ser levado em conta ao definir os premiados. “O filme tem de ser bom e estar bem rea­lizado”, observa.

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